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Beneficiário do BPC pode trabalhar e receber Auxílio-Inclusão: entenda as regras e como solicitar

Pessoa autista trabalhando e consultando benefício no Meu INSS

Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e deseja ingressar no mercado de trabalho formal costuma ter uma dúvida importante:

“Se eu trabalhar, vou perder o benefício?”.

A boa notícia é que existe uma regra oficial que permite que pessoas com deficiência que recebem (ou receberam) o BPC possam trabalhar com carteira assinada e ainda assim manter uma proteção social por meio do Auxílio-Inclusão, pago pelo INSS.

O Auxílio-Inclusão funciona como um incentivo para entrada no mercado formal, garantindo um valor mensal equivalente a 50% do BPC enquanto o beneficiário estiver trabalhando e cumprindo os critérios exigidos.

O que é o Auxílio-Inclusão e por que ele existe

O Auxílio-Inclusão à Pessoa com Deficiência é um benefício pago pelo INSS voltado para quem recebe ou já recebeu BPC e passou a exercer atividade remunerada.

Na prática, ele foi criado para evitar que a pessoa com deficiência fique “presa” ao BPC por medo de perder o benefício ao conseguir emprego formal. Segundo o INSS, durante o vínculo de trabalho, o BPC fica suspenso, e o beneficiário pode passar a receber o Auxílio-Inclusão, que equivale à metade do valor do BPC.

Qual é o valor do Auxílio-Inclusão

O valor do Auxílio-Inclusão corresponde a 50% do valor do BPC, ou seja, metade de 1 salário mínimo.

Observação importante: alguns sites mencionam valores como “R$ 810”, mas isso varia conforme o salário mínimo vigente no ano.

Quem pode receber o Auxílio-Inclusão

De acordo com as informações oficiais do INSS, pode solicitar o Auxílio-Inclusão quem:

  • É pessoa com deficiência;
  • Recebe o BPC ou recebeu o BPC em algum momento nos últimos 5 anos antes do início do trabalho;
  • Começou a exercer atividade remunerada (emprego formal);
  • Possui CadÚnico atualizado.

O INSS reforça que o benefício é voltado à inclusão no trabalho e tem exigências específicas para a concessão.

Atenção: BPC do idoso é diferente

Esse ponto gera muita confusão: o Auxílio-Inclusão é direcionado à pessoa com deficiência. Portanto, quem recebe BPC por idade (65+) deve buscar orientação antes de assumir vínculo formal, pois as regras aplicáveis são diferentes.

O que acontece com o BPC quando a pessoa começa a trabalhar

Quando a pessoa com deficiência que recebe BPC entra no trabalho formal:

  1. O BPC é suspenso enquanto durar o vínculo de trabalho;
  2. Ela pode receber o Auxílio-Inclusão durante esse período;
  3. Se o trabalho acabar, o BPC pode ser reativado, desde que a pessoa ainda atenda aos critérios do benefício.

Esse mecanismo dá segurança para o beneficiário tentar trabalhar sem ficar totalmente desamparado.

Como solicitar o Auxílio-Inclusão (passo a passo)

O pedido pode ser feito nos canais oficiais do INSS:

  • Meu INSS (site ou aplicativo)
  • Central 135
  • Agência da Previdência Social, quando necessário

No Meu INSS, o caminho indicado é:

  1. Fazer login
  2. Buscar por “Auxílio-Inclusão
  3. Selecionar “Auxílio-Inclusão à pessoa com deficiência
  4. Confirmar e enviar o requerimento

Como consultar se o pedido foi aprovado

Após solicitar, o acompanhamento é feito também pelo Meu INSS:

  • Acesse o Meu INSS
  • Vá em Consultar Pedidos
  • Verifique a situação do requerimento (em análise, deferido, exigência, indeferido)

Se o INSS pedir documentos extras (exigência), é possível anexar pelo próprio sistema.

Orientação prática para beneficiários atendidos pelo CRAS

Para evitar bloqueios e atrasos, o CRAS pode orientar os beneficiários a:

  • Manter o CadÚnico sempre atualizado (especialmente endereço, renda e composição familiar);
  • Guardar comprovantes do vínculo de trabalho (registro, contracheque, dados do empregador);
  • Evitar confiar em “atalhos” ou promessas de liberação rápida por terceiros;
  • Utilizar apenas canais oficiais (Meu INSS / 135 / Gov.br).

Alertas importantes: bloqueio, suspensão e atualização cadastral

Algumas situações que podem levar a problemas no benefício:

  • CadÚnico desatualizado
  • Divergência de renda informada
  • Falta de envio de documentos solicitados pelo INSS
  • Informações inconsistentes no cadastro

Esses pontos não significam perda definitiva, mas podem gerar suspensão ou necessidade de regularização. Por isso, a recomendação é sempre manter os dados corretos e atualizados.

Resumo prático: o que o beneficiário precisa lembrar

  • Sim, pessoa com deficiência no BPC pode trabalhar formalmente
  • O BPC fica suspenso
  • É possível receber o Auxílio-Inclusão, que equivale a metade do BPC
  • O pedido é feito pelo Meu INSS, 135 ou agência
  • Se o emprego acabar, o BPC pode ser reativado (se mantidos os critérios)

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