Projeto no CRAS reaproveita alimentos, evita desperdício e já beneficia 59 famílias

O reaproveitamento de alimentos tem mudado a rotina de dezenas de famílias em situação de vulnerabilidade social em Lucas do Rio Verde (MT). Um projeto desenvolvido pela Secretaria de Assistência Social e Habitação, por meio do CRAS III, já realizou 228 entregas de cestas e beneficiou 59 famílias, ajudando diretamente na alimentação e reduzindo gastos essenciais do dia a dia.
A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto MBRF, através do projeto Acelera ESG, e tem como foco combater o desperdício, dar destino social a alimentos ainda próprios para consumo e fortalecer vínculos com os usuários atendidos pela unidade.
Mais de 5 toneladas reaproveitadas em apenas 5 meses
Em cinco meses de funcionamento, o projeto já evitou o desperdício de mais de 5 toneladas de alimentos. Parte significativa desses itens — como frutas, verduras e legumes — é doada por supermercados parceiros e passa por coleta, triagem e organização no próprio CRAS.
A proposta funciona de forma simples, mas extremamente eficiente: o que antes seria descartado agora chega à mesa de quem mais precisa, complementando a alimentação e trazendo alívio ao orçamento doméstico.
Quando começou e como o alimento chega até as famílias
As atividades começaram em 1º de agosto de 2025. A logística é feita pela equipe do CRAS III, responsável por buscar os alimentos diretamente nos supermercados parceiros que aderiram à ação.
Entre os colaboradores citados na matéria estão:
- Mercado Sacolão
- Mercado Primavera (unidades)
Esses estabelecimentos doam alimentos que não seguirão mais para o balcão de vendas, mas que ainda estão bons para consumo.
Após a coleta, os itens são levados ao CRAS e passam por um processo fundamental: separação, higiene e organização.
Mais que doação: mulheres participam do processo e parte vira oficina
Um ponto que chama atenção no projeto é que ele vai além da entrega de cesta básica.
De acordo com a coordenadora do CRAS III, Rosângela, os alimentos que chegam à unidade são separados, higienizados e organizados pelas próprias mulheres atendidas pelo serviço. Uma parte vai para as cestas destinadas às famílias e outra é utilizada em oficinas.
Esse modelo cria algo ainda maior que o benefício imediato:
- fortalece autoestima,
- estimula convivência,
- amplia autonomia,
- e abre caminho para geração de renda.
“O principal tempero é o amor”: depoimento emociona
A reportagem traz relatos que mostram o impacto real dessa iniciativa na vida das famílias.
A aposentada Nadir Terezinha Borges, de 64 anos, participa das atividades e afirma que o reaproveitamento ajudou a reduzir gastos domésticos.
Ela explica que, com os alimentos recebidos, as participantes produzem itens como:
- molho de tomate,
- doce de banana,
- doce de maçã.
E resume a experiência com uma frase marcante:
“O principal tempero que a gente coloca em tudo é o amor.” .
Horta, adubo orgânico e economia verde: projeto também vira sustentabilidade
Outro diferencial importante é o aproveitamento total: o que não pode ser consumido vira adubo orgânico.
Os resíduos retornam para a terra e fortalecem a produção da horta do CRAS, que também integra o projeto e complementa a alimentação das famílias.
A horta é cuidada pelos próprios usuários e se tornou um ambiente de convivência e bem-estar, demonstrando como assistência social e sustentabilidade podem caminhar juntas.
“Foi uma terapia pra mim”: superação, acolhimento e saúde emocional
Um dos relatos mais fortes apresentados na notícia é o de Ivone Kasbung, acompanhada pelo CRAS III.
Após enfrentar câncer de mama, Ivone passou a lidar com:
- ansiedade,
- depressão,
- síndrome do pânico.
Ela conta que no CRAS encontrou apoio e que a horta se tornou parte essencial da sua recuperação emocional:
“A horta e os projetos daqui foram uma terapia pra mim… aqui eu criei vínculos, fiz amizades e me senti acolhida… hoje eu me sinto mais forte pra continuar.”
Esse trecho evidencia um aspecto central do CRAS: além de benefícios, é um espaço de escuta, vínculo e reconstrução de vida.
Prefeitura destaca união e dignidade gerada pelo projeto
A primeira-dama e secretária de Assistência Social e Habitação, Janice Ribeiro, destacou que o projeto é resultado de esforço coletivo e parceria com instituições.
Ela reforçou que o trabalho do CRAS vai além do atendimento emergencial e que cada doação representa dignidade às famílias atendidas.
Por que esse projeto importa
A experiência do CRAS III mostra, na prática, como ações simples podem gerar transformações grandes.
Além de combater desperdício e fortalecer a assistência social, a iniciativa:
- reduz insegurança alimentar,
- fortalece economia verde,
- amplia vínculos comunitários,
- cria caminhos de superação e autonomia.
Ao reaproveitar alimentos, o município evita descarte, promove sustentabilidade e cuida das pessoas que mais precisam.
𝐆𝐨𝐬𝐭𝐚𝐫𝐢𝐚
Bom estou esperando meu benefício desde julho minha filha entrou com recurso ordinário não tenho condições para comprar os medicamentos mas estou com fé que vai dar certo estou recebendo ajuda do crás